
A música é o meu amor sempre presente, e não vivia sem ela. Conforta-me, define-me, é a exorcista de todos os demónios que eu possa ter dentro de mim. Alguns podem dizer-me que a música que ouço é muito barulhenta ou violenta, mas eu preciso de guitarras a rasgar o espectro sonoro, da aceleração alucinante ou ritmo selvagem de uma bateria, de vozes a dilacerarem as cordas vocais. Preciso de sentir essa intensidade de emoção crua, essa forma de expressão e libertação de energia. É o que me purga e desfaz a negatividade e a raiva que às vezes as coisas da vida me metem pelo espírito adentro, é o que diz à minha alma "eu conheço-te". Às vezes há músicas que me parece que são a planície dos meus pensamentos traduzida em som. É minha confessora, minha terapeuta, minha amiga, meu espelho, é a luva que assenta na minha maneira de ser e à qual sou inteiramente fiel, é a que me faz realmente pulsar e sentir algo no sangue a ferver e tudo o que é negro a sair. É poder e paixão, é raiva e selvajaria, é emoção contagiante, é o desintegrar do meu ser em notas farpadas de som.
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